sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Tamanho família | Nova sacola ecológica leva toda a compra do mês de uma só vez.

Mobiliário institucional e PDV não só fazem parte do universo dos designers como também é de nossa responsabilidade a concepção de projetos sustentáveis e conectados com as novas tendências de consumo. Por isso reproduzo a matéria de Priscilla Santos para a revista Vida Simples - 11-12/2007 publicada por Cacá Bratke no planeta sustentável.
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Para colaborar com o Meio Ambiente
As sacolas de compra retornáveis não param de surgir no mundo todo, inclusive no Brasil. A prefeitura de São Paulo, por exemplo, lançou uma campanha em prol das bolsas que vão e voltam do supermercado e tascou um "Eu não sou de plástico" no título. Mais de 100 estilistas brasileiros lançaram suas versões das empacotadoras de compras do bem. Disso, todo mundo soube.

Só tem um probleminha. Os modelos lançados até agora servem a quem leva pouca coisa para casa. Mas e as compras do mês? Agora estão resolvidas. Esta sacola organizadora se encaixa perfeitamente no carrinho de supermercado - há versões para grandes e pequenos. Dentro, há três compartimentos distintos para colocar alimentos, frios e produtos de limpeza.

Ao fim das compras, como ninguém agüentaria levar sozinho esse peso todo, basta separar os compartimentos, que têm alças próprias e são presos por velcro. É a consciência ecológica, agora, em tamanho família.

Gatto de Rua
(13) 3223-6518
www.gattoderua.com.br
80 reais (210 litros)
60 reais (130 litros)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Casa na árvore




Blogueando por aí, encontrei esse slideshow da BussinesWeek com algumas "super" casas de madeira.

Esse não era meu sonho de infância, é ainda! Selecionei as três que mais me encantaram e convido à vocês à passearem lá e escolherem as suas... Um convite à nostalgia e à divagação! Ai, ai...

A primeira casa Free Spirit Sphere foi criada para ser um santuário de meditação. De fibra de vidro, revestida com lâminas de madeira a casa precisa de três árvores paar se sustentar. Fica em Errington, no Canadá.

A segunda é a 4TreeHouse, que fica em Toronto, no Canadá. Uma estrutura hexagonal de três andares envolve quatro árvores, com vista para o lago Muskoka, em Ontario.

E em terceiro lugar, a elegi a Interior Canopy Tree House, de Minessota, nos EUA. Ao invés de se utilizar de pesadas vigas, a estrutura dessa casa é leve e revestida com toldos, evitando assim, maiores impactos nas árvores.

No Brasil há uma pousada com casas nas árvores, mas pra ela eu vou dedicar um outro post!

RD4, a cadeira eterna


A pequena empresa inglesa Cohda Designs foi a sensação da Feira Internacional de Mobília Contemporânea de Nova York, no final do ano passado.

Ao lançar a cadeira RD4, a Cohda surpreendeu por fazer um uso inteligente do plástico, há muito tempo um material na lista negra do "design for environmental".

O móvel se diferencia por ser produzido com embalagens plásticas de leite e sacos de compras reciclados, materiais que se fossem simplesmente descartados levariam 100 anos para se decompor totalmente no meio ambiente.

Richard Liddle, um designer de 28 anos, foi o responsável pelo desenvolvimento de um novo tipo de plástico líquido. O novo material, além de evitar o descarte desnecessário de um grande volume de lixo, pode ser reciclado até 14 vezes ganhando novas formas e utilidades. Suas propriedades são excelentes para as mais diversas aplicações: flexível, o termoplástico pode ser moldado sem a necessidade de parafusos, colas ou outros adesivos, conferindo a resistência necessária a cada utilização. O material dispensa pinturas e está disponível nas cores preto, verde, vermelho, laranja ou azul, a depender da origem dos resíduos utilizados para sua fabricação.

fonte: www.cohda.com

indicado por Mariana Tavares

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Poltrona CIM | Llussá Marcenaria


Elegância certificada O destaque da Llussá Marcenaria são as peças criadas pela designer Juliana Llussá com madeira certificada pelo FSC. Um dos lançamentos é a poltrona CIM, em cedro escurecido e tecido fornecido pelo cliente. A peça mede 70 x 82 x 77 cm. Preço: R$ 2.600 Contato: Llussá Marcenaria – tel. (11) 3031-1300, São Paulo, SP;

Fonte: www.casa.com.br

N Design Manaus | “Waty’Amá”


Em 2008, precisamente entre os dias 01 e 07 de junho, Manaus será sede do 18º Encontro Nacional de Estudantes de Design – N Design, um evento anual que integra estudantes, professores, profissionais da área de design e afins.

Será a primeira vez que a Região Norte sediará um N Design, completando assim, a integração entre todas as regiões do Brasil que vieram organizando esse evento que vem crescendo em número de participantes e em importância dentro da área.

Com o tema “Waty’Amá”, o N Design em Manaus pretende promover a questão da maioridade que é um dos significados desse termo indígena da língua tupi-guarani. Termo utilizado para identificar o “Ritual da Tucandeira” – uma tradição indígena que simboliza a passagem para a maioridade, como um critério de responsabilidade e amadurecimento do indivíduo. O 18º N Design pretende difundir, questionar e promover a importância do entendimento do Design para com a sociedade, responsabilidades para o meio ambiente e divulgar a importância da profissão para os mais variados nichos da população para que esta, enfim, possa ter um conhecimento verdadeiro sobre o Design.

www.nmanaus2008.com

‘Mistura de mundos‘ ganha prêmio nacional de design | Projeto de estudantes da Unesp cria livro de madeira para a educação

Os estudantes Henrique Barone de Andrade e Fernanda Ribeiro Ferreira, ambos de 22 anos, se conheceram no curso de design da Unesp (Universidade Estadual Paulista).

No segundo ano a amizade virou namoro e os dois viraram parceiros, não só no amor, mas também em projetos profissionais.

Essa história de acabou gerando uma outra, que acaba de ser premiada. Os dois conseguiram o 2 lugar na terceira edição do Concurso Nacional de Criação de Brinquedos, promovido pela Espaço Palavra Editora e Arte.

O projeto Recriando, um livro lúdico e educacional feito de madeira MDF, nas palavras de Henrique permite a criança brincar e inventar seu próprio universo. “Ele é feito para permitir misturas de mundos vegetais e de metais. A criança decide como aprender”, fala.

A orientadora do trabalho, Susy Amantini, 41, explica que o livro vai além de estímulos visuais, táteis, sonoros, térmicos, materiais para se tornar um objeto cheio de surpresas, sendo seu público crianças do ensino infantil (pré-alfabetização), mais específico de 2 a 7 anos.

“Esse tipo de produto pedagógico que une o design ainda não é valorizado no Brasil, diferente do que ocorre em larga escala na Europa e EUA”, diz.

O projeto de Henrique e Fernanda concorreu com outros 96 de todo o Brasil. Os trabalhos foram avaliados por indústrias de brinquedo como a Estrela, acadêmicos da Faap (Fundação Armando Álvares Penteado) de São Paulo, Instituto Europeu de Design, pela ADP (Associação dos Designers de Produto), entre outras entidades, além de passar pelo crivo de psicólogos, pais e também de crianças.

O primeiro colocado do prêmio foi um projeto de Canoas (RS) para crianças especiais, feito por Nara Rocha e o terceiro lugar foi de São Paulo capital: um jogo feito por Marcos Wellber Dias de Oliveira, Rogerio Barom e Vitor Signoretti.

Visto no bomdiabauru, indicado por DG

Suporte para notebook | Bruno Freitas


Finalizando a série de posts sobre a mostra de projetos de graduação da UEMG, vem o suporte para notebook do designer Bruno Freitas, orientado pelo professor Marco Túlio Boschi. Pelo que vi, sábado no ponteio, este foi um dos mais visitados.

Para Bruno Freitas, um dos motivos desse grande interesse é "a redução dos preços dos Notebooks, que provocou um aumento das suas vendas e permitiu que várias pessoas pudessem adquirir este tipo de produto".

Entretanto sua pesquisa apontou que esses consumidores, geralmente com idade de 20 a 30 anos, de ambos os sexos, cultivavam o hábito de usar seus notebooks no conforto da sua cama ou sofás nas horas de relaxamento, ou até mesmo para trabalhar mais descontraidamente. Por outro lado, ainda não há no mercado peças de mobiliário específicas para o uso confortável desse produto.

Seu projeto vem solucionar problemas advindos desse tipo de uso, como má postura, esquentamento das pernas, obstrução da ventilação do equipamento, dificuldade na visualização da tela, entre outros.

Projetado para se adequar a diferentes camas e assentos, o produto possui regulagem de altura para três posições distintas. Os rodízios garantem a mobilidade do equipamento, acompanhando o conceito do próprio notebook.

"Sua forma contemporânea que mescla aspectos minimalistas e orgânicos, apresentando cores vivas mesclada com o cromado, comunicam com a vivacidade e jovialidade do público." - afirmou Bruno.

Maçanetas | Flavia Tenuta


Outro projeto apresentado na Mostra de Projetos de Graduação da UEMG que merece destaque é a linha de maçanetas da designer Flavia Tenuta, orientado pela professora Cristina Abijaode.

A linha de maçanetas foi desenvolvida a fim de proporcionar diversas experiências de uso, sempre procurando atender necessidades e desejos dos usuários.

Composta por três modelos de maçanetas em alumínio injetado, com diversas opções de pintura e capas de silicone texturizadas.

Os espelhos podem ser de diversas cores e ainda tem as opções especiais com imã e elásticos para pregar recados. Tudo isso ainda acompanha uma cartela com imagens e as chaves, tudo customizável, dando personalidade e diferenciação

As maçanetas têm duas alturas de pegas para facilitar o uso de crianças e cadeirantes. O furo da chave é acima da maçaneta, o que facilita o uso em geral (isso é uma grande sacada, porque ninguém pensou nisso antes?)

Esse projeto é simples e bem resolvido. Alia bom design à observação sensata do comportamento humano, bem como das mais variadas necessidades, de um universo de tão diferentes pessoas, e traduz tudo isso num produto inteligente, versátil, funcional e que ainda permite a identificação do usuário e a personalização dos ambientes.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Assento Concha | Letícia Barros


Um dos projetos que mereceu destaque na Mostra Anual de Projetos de Graduação da UEMG foi o assento concha, da designer Letícia Barros, orientado pela Professora Maria José Canêdo. O projeto alia a versatilidade do plástico à resistência da fibra de piaçava e pode ser utilizado até mesmo dentro d'água, uma vez que é flutuante.

"O plástico interagindo com a fibra natural trouxe uma imagem que mescla o moderno e o rústico, possibilitando esta combinação com diferentes espaços. Assim, na varanda, no jardim ou dentro de casa este será um aconchegante abrigo para o seu usuário e que poderá acompanhá-lo até mesmo, em uma leitura sobre as águas de uma piscina." disse Letícia.

A jovem designer também é autora do pufe Mexeriqueira, projeto vencedor do Prêmio Tok&Stok de Design Universitário (clique no link para ver matéria postada no blog). Ao que parece Letícia é uma das promessas do design mineiro!

Foco de nove entre dez projetos, a sustentabilidade se transformou em palavra de ordem no design


O Estado de São Paulo
Domingo, 6 janeiro de 2008

Marcelo Lima

Tampo de cristal de última geração e base em ripas de caixote. Combinação inusitada? Decerto. Mais ainda se considerado o pai da façanha: o arquiteto Aurélio Martinez Flores, purista em sua arquitetura, mas que optou pela madeira reciclada para desenvolver uma sofisticada e exclusiva linha de móveis para a Firma Casa. Mesas e poltronas de acabamento primoroso, que fazem de suas imperfeições seu principal recurso.

Foco de nove entre dez projetos, em 2007, a sustentabilidade se transformou em palavra de ordem no design. Em alta entre os profissionais, matérias-primas recicláveis como vidro, metal e madeira voltam a ocupar um espaço até bem pouco tempo ambicionado pelos plásticos. Como na Bergère Glass, poltrona de cristal de Guilherme Leite Ribeiro e André Bastos, construída a partir de um desenho de 1720.

Ícone do design brasileiro e mestre no tratamento da madeira, Sergio Rodrigues também marcou presença e comemorou seus 80 anos em grande estilo. Além da Mole, suas cadeiras Oscar e Lúcio Costa foram reeditadas pela Dpot e recebidas com entusiasmo pela crítica e o público, em retrospectiva na última edição da Semana do Design de Milão.

Área na qual os avanços tecnológicos se fazem sentir com maior nitidez, em 2007, a iluminação não fugiu à regra e fez da redução do gasto energético sua maior prioridade. Na raiz das transformações, o advento dos “leds”: diodos de baixo consumo, cada vez mais potentes. Tecnologia presente na Cut, luminária de Fernando Prado, da Lumini, que além da primeira colocação no International Forum Design, de Hannover, Alemanha, conquistou o primeiro lugar em sua categoria na premiação do Museu da Casa Brasileira.

Sensível a valores de ordem simbólica, o projeto industrial - direcionado à produção e ao consumo em larga escala - reservou também boas surpresas para o consumidor. Caso do sistema Carrapixxxo, que marca a primeira incursão do designer Guto Índio da Costa na área de mobiliário e lhe deu a lhe deu a primeira colocação no Salão Design Casa Brasil: dono de uma leveza ímpar, com prateleiras que parecem flutuar, o projeto propõe inúmeras combinações para a montagem de estantes. Uma elegância rara, perceptível ainda na coleção desenvolvida por Arthur Casas para a Riva: utilitários e talheres, dede aço e prata, inspirados no desenho da cobra jararaca.

Nos domínios da decoração, o ano de 2007 assinalou a primeira experiência da marca Casa Cor em terras européias. Mais especificamente na capital da Suécia, Estocolmo, onde, na versão inaugural, o evento reuniu 60 profissionais, incluindo brasileiros. Destaque para o Brazilian Reading Room, de Patrícia Martinez: uma sala de contornos femininos e tonalidades suaves, onde a arquiteta homenageia seu país fazendo bom uso das fibras naturais.

Por aqui, a Casa Cor São Paulo e Rio não ficou imune às preocupações com a reciclagem das matérias-primas. Um exercício levado a cabo, por exemplo, no Bar do Condomínio assinado por Brunete Fraccaroli, que trouxe para a elegante sede do jóquei paulistano a sua versão muito particular de luxo: uma luminosa parede sugerindo cristais, mas construída, de fato, a partir de garrafas de água PET empilhadas.

Além das embalagens plásticas, a madeira reciclada foi hit na mostra carioca, aparecendo em profusão na sala de Patrícia Carvalho e Adriana Graça Couto. Ou ainda no vanguardista ambiente de Maurício Nobrega, onde, num futuro não muito distante, caixotes substituirão mesas de cabeceira - a conferir em 2008

fonte: DG